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Segurança Pública
não é questão de polícia
Quando dizemos que segurança
não é questão de polícia,
estamos dizendo que não se fará
uma segurança pública de qualidade
apenas tratando-a com uma
visão eminentemente policial, quer
seja preventiva, quer seja ostensiva.
Assim, o dia-a-dia nos tem
demonstrado. É fácil perceber que as políticas
do estado mínimo, essência do neoliberalismo,
quando assumidas por
nossos governantes, fatalmente
resultam numa maior exclusão social
e, conseqüentemente, num dos
maiores conflitos sociais contemporâneos,
sem dúvida um dos principais
frutos dessa política excludente
que diariamente violenta a dignidade
da pessoa humana da maioria
dos cidadãos no nosso País.
Diante deste contexto, aqui no
Ceará, foi criada uma Frente Única
Permanente em Defesa de uma
Segurança Pública de Qualidade,
formada basicamente por entidades
de classe que têm como integrantes
agentes públicos responsáveis
direta e indiretamente pela
segurança pública.
A Constituição Federal no seu
art. 144, caput, anuncia que a segurança
pública é dever do Estado,
direito e responsabilidade de
todos. Portanto, todos nós, pertençamos
ou não aos quadros
dos órgãos diretamente ligados à
segurança pública, temos a nossa
parcela de responsabilidade
pelo resultado desse serviço púbico
essencial.
Segurança Pública
não é questão de polícia
Neste caminhar, encontramos
três alternativas para tratar da
questão em debate. A primeira diz
respeito aos “objetivos fundamentais
da República Federativa do
Brasil”, que visa “construir uma sociedade
livre, justa e solidária”;
garantir o desenvolvimento nacional,
erradicando a pobreza e a
marginalização; e reduzir as desigualdades
sociais e regionais, visando
promover o bem de todos
sem qualquer forma de discriminação – consoante podemos observar
na simples leitura do art. 3º,
da Constituição Federal.
A segunda vamos localizar, ainda
no texto constitucional, mais
precisamente no § 7º, do art. 144,
como matéria especifica para disciplinar “a organização e o funcionamento
dos órgãos responsáveis
pela segurança pública, de maneira
a garantir a eficiência de suas
atividades”. Já a terceira compreende
que nenhuma área de atuação
estatal pode ser tratada de
maneira isolada, sob pena de não
se conseguir a eficiência necessária,
neste caso, para a tal almejada
paz social.
Costumamos lembrar que a segurança
pública é o termômetro
das demais políticas públicas. Se
elas são eficientes no sentido de
proporcionar a inclusão social de
seus cidadãos, conseqüentemente,
teremos uma segurança pública
de qualidade. E podemos fazer
essa afirmação por duas razões:
primeiro por que eliminaríamos os
crimes praticados por causa da
marginalização social proporcionada
pela deficiência ou ausência de
política publica, e, segundo, por
que estaríamos mais preparados
como agentes públicos para tratar
dos eventos delituosos que venham
comprometer a paz pública.
Partindo destes pressupostos e
diante de uma análise mais atenciosa
de nosso contexto social veremos
que a responsabilidade de
não se conseguir promover a paz
social, não é dos agentes da segurança
pública, apesar de nossa
responsabilidade funcional; mas
sim, resultado do conflito social
existente entre o Estado Social
constitucional, e, as políticas governamentais
do Estado mínimo adotadas
Brasil afora pelas gestões
administrativas em todos os seus
três níveis.
Francisco Gomes Câmara
Presidente da Associação Cearense
do Ministério Público
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Capez visita ACMP
Pela primeira vez desde que foi eleito deputado
estadual em São Paulo, o Promotor de Justiça licenciado,
escritor e professor Fernando Capez visitou
uma associação de classe do Ministério Público. Ele
foi recebido na sede da ACMP pelo presidente Francisco
Gomes Câmara e pelo Promotor Romério Landim,
além dos funcionários da Associação.
Capez esteve em Fortaleza para participar do
1º Congresso Nacional dos Militares Estaduais. Em
entrevista, afirmou que o Ministério Público possui
papel decisivo no combate à violência. Segundo
o deputado paulista, o crime e a insegurança
sustentam-se no binômio exclusão e impunidade.
Para ele, o combate à corrupção e ao crime organizado
devem ser as prioridades do Direito Penal,
no terceiro milênio.
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Curso propicia olhar
sobre a ética no Direito
O curso encerrou-se no dia 21 de dezembro, com a última aula ministrada
pelo doutor em Filosofia Regenaldo Rodrigues da Costa e um coquetel de congraçamento dos presentes. Na ocasião, os organizadores anunciaram,para breve, a realização da segunda edição do curso.
O coordenador do curso, Promotor de Justiça Benedito Neto, informou que, a exemplo do primeiro curso, haverá emissão de certificados e contará pontos na avaliação para promoções.
Na avaliação do professor Regenaldo Rodrigues da Costa, o curso terminou com um saldo excelente,com integração dos alunos à proposta dialógica trazida por ele para a atividade. “No início, a turma fica desconcertada, pois busco fazer provocações que mexem com
os valores e a consciência de cada um” - explica. “O curso implica em desaprender para poder aprender novamente”- resume.
Curso propicia olhar sobre a ética no Direito Regenaldo da Costa destacou ânsia dos participantes em
aperfeiçoar formação “O grande problema do mundo é a falta de ética”, pontua, explicando que as demais questões da agenda atual passam pela adoção de uma postura ética. Para o professor, a direção da ACMP acertou ao escolher a ética como tema da atividade.
“Não há como melhorar o desempenho da categoria se não tratando dessa questão. E o curso demonstrou que existe no Ministério
Público a disposição em aperfeiçoar esse aspecto”, assinalou Regenaldo da Costa, destacando ainda que o programa do curso privilegiou problemáticas
atuais, em vez de divisões cronológicas e históricas.
Para Benedito Neto, os resultados do curso podem ser sentidos a médio e longo prazo. “No geral, o balanço do curso foi excelente,
porque atingimos a expectativa inicial, vez que quando divulgamos o curso para a comunidade institucional, a resposta de pronto foi a pré-inscrição de 70
colegas. Não houve lugar para todos, mas assumimos o compromisso de realizar um novo curso. Percebemos os reflexos desse curso não só na vida profissional, mas também pessoal dos colegas.
A Filosofia amplia o campo do pensamento e a reflexão, daí porque esperamos boas respostas aos conteúdos do curso”. |
Promotores de Aracati
defendem patrimônio
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O Ministério Público Estadual de Aracati, com apoio do Sesc, realizou no fim do mês de novembro a Mesa-redonda “A Preservação do Patrimônio Histórico do Município de Aracati”. Além das discussões, houve
visita à área tombada por parte dos participantes da Mesa-Redonda.
À frente da organização do evento estiveram os Promotores de Justiça de Aracati, Alexandre de Oliveira Alcântara, Antônio Edvando Elias de França e Antônio Nilo Rayol Lobo Segundo.
Em artigo publicado no jornal O Povo, o Promotor de Justiça Alexandre de Oliveira Alcântara reforçou a importância das ações de conservação do casario de Aracati. Em reconhecimento à ação, a Assembléia Legislativa
do Ceará aprovou votos de congtatulação ao promotor pelo texto “Preservar é preciso”.
“Aracati ao lado de Icó e Sobral formam o conjunto de cidades de fundamental importância para a compreensão de nossa História, pois em decorrência de suas localizações estratégicas foram os principais eixos
de desbravamento do sertão cearense. As ruas,praças e sobrados dessas cidades são uma aula de história e devem contar com uma política pública permanente de preservação”, diz o Promotor num dos trechos
do artigo.
Aracati possui patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o MP local promoveu a mesa redonda com parte do esforço de preservação desses bens.
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Pacatuba institui cultura
da mediação comunitária
Foi sucesso total de público o I Seminário sobre a Mediação Comunitária como Instrumento de Pacificação Social e de Exercício da Cidadania, realizado pelo Ministério Público do Estado do Ceará, em outubro, no Auditório do Parque das Andréias, no Centro de Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza, com apoio da Prefeitura Municipal, ACMP e PGJ.
Programado para 100 pessoas, compareceram 160 participantes
ao evento.
Participaram integrantes das casas e núcleos de mediação comunitária, dentre os quais os Núcleos do Bairro João XXII e da Jurema, da Casa de Mediação da Parangaba; membros do Conselho Tutelar, do Conselho Comunitário de Defesa Social e da Guarda Municipal de Maracanaú, professores da rede de ensino de Pacatuba,inclusive de escolas do estado localizadas no município.
O público participou ativamente, discutindo, trocando idéias sobre o assunto.
Objetivo: A organizadora do evento, Promotora de Justiça de
Pacatuba, Grecianny Cordeiro, ressalta que o seminário atendeu plenamente as necessidades e tirou dúvidas da comunidade e de todas as pessoas interessadas na mediação comunitária. O objetivo foi discutir e incentivar a mediação comunitária como forma de resolução
pacífica dos conflitos de diversas naturezas, como o alcoolismo, a violência contra criança e idoso, além de questões escolares,
como também divergências relativas a dívidas.
Ministério Público luta por
delegacias no interior do Ceará
Ronda do Quarteirão, novos e potentes carros, motocicletas,tecnologia de comunicação e uniformes para policiais. Se é visível,
num primeiro momento, que uma nova feição da segurança pública no Ceará começa a aparecer em Fortaleza, por conta da implantação
do policiamento comunitário, também é verdade que, no Interior do Estado, a segurança ainda se faz como há algumas décadas:
mal aparelhada e em efetivo insuficiente.
Cidades como Aratuba (a cerca de 120 quilômetros de Fortaleza),são um exemplo disso. No município, não existe unidade de Polícia Civil. Não há, da mesma forma,delegado de carreira, inspetor,
ou mesmo escrivão na comarca.
Segundo constatou o Ministério Público em Aratuba, a Polícia Militar vem realizando a função de registro
Quadro da segurança
no Maciço de Baturité |
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de ocorrências policiais, atribuição
que cabe à Civil. Na avaliação da Promotora de Justiça Flávia Soares está ocorrendo um desvio de função que afronta as Constituições Federal e Estadual.
A situação motivou a Promotora de Justiça a ingressar com Ação Civil Pública, em que solicita a instalação de Delegacia da Polícia Civil
no município. Antecipando-se à criação de um Pelotão ou Companhia de Polícia Militar, a Promotora de Justiça solicitou policiais militares
em número suficiente para o funcionamento da unidade já existente no município – ao menos oito homens por turno, comandados por oficial, além de veículo próprio
e armamento. A multa por descumprimento das medidas solicitadas seria, em caso de deferimento, de R$ 10 mil diários.
“O MP tem interesse e legitimidade em pedir à Justiça que o serviço de segurança pública por parte do Estado seja contínuo, efetivo
e eficiente na comarca, coisa que atualmente não o é” - defende a Promotora de Justiça.
Concentração: Após a edição do decreto governamental que reorganizou os serviços da Polícia Civil, extinguindo delegacias regionais,
Aratuba, assim como outros municípios da região do Maciço de Baturité, passou a ter cobertura policial insuficiente. Todas as ocorrências policiais de Aratuba e de
outros 12 municípios estão concentradas na Regional de Baturité. A distância entre Baturité e Aratuba é de cerca de 50 quilômetros.
Como resultado, as investigações pendentes acumulam-se.
Oriundos de Aratuba, são 16 inquéritos policiais aguardando tramitação, cinco deles instaurados em 2003 ou 2004. Além disso, há
nove Termos Circunstaciados de Ocorrência e procedimentos por atos infracionais de menores.
Até o fim de 2007, apenas 44 municípios cearenses dispunham de delegacias de Polícia Civil. Parambu, Ipueiras, Mauriti, Lavras da Mangabeira e Viçosa do Ceará deverão
ser os próximos a receberem unidades da Polícia Judiciária, integradas a destacamentos da Polícia Militar no interior. O custo total dessas obras está orçado em R$14,6 milhões.
Outros Promotores de Justiça estão mobilizados no sentido de apresentar Ações Civis Públicas, solicitando, igualmente, a instalação
de delegacias na área de comarcas do interior cearense.
Socorro França chega pela quarta
vez a Procuradora-Geral de Justiça
A Procuradora de Justiça Maria do Perpétuo Socorro França Pinto foi empossada no cargo de Procuradora-Geral de Justiça no último dia 4 de janeiro, no Centro de
Convenções de Fortaleza. Em 33 anos de dedicação ao Ministério Público – dos 64 de vida –, Socorro França chega à histórica marca de quatro gestões à frente da Procuradoria
Geral de Justiça do Ceará. Ela ocupa novamente o cargo, falando em aprofundar o papel de defesa social do Ministério Público.
chegada a hora de pensarmos sobre o nosso papel na sociedade, sobre o que o Ministério Público pode fazer para tornar rediviva a promessa da nossa Constituição em transformar o Brasil em um país fraterno. Conquistar a fraternidade depende de luta diária, da abertura de oportunidades para
os segmentos sociais historicamente desfavorecidos”, afirmou a Procuradora-Geral, em seu discurso de posse. A ênfase no papel social do Ministério
Público foi reforçada pela Procuradora-Geral nesse primeiro momento de gestão. Ela prometeu fazer valer a Constituição Federal no que toca à atribuição do Ministério Público de defesa dos direitos fundamentais do cidadão.
Dentro dessa linha de atuação, Socorro França chega pela quarta vez a Procuradora-Geral de Justiça Socorro França prometeu implementar os Fóruns Sociais do Ministério Público, instâncias nas quais os diversos órgãos do MP cearense devem se articular junto à sociedade
civil e ao poder público no sentido de atuar repressiva e preventivamente (veja mais propostas de gestão de Socorro França a seguir).
A Associação Cearense do Ministério Público, que acompanhou todo o processo eleitoral e cedeu sua sede à realização de um inédito debate entre candidatos (veja na página 7), esteve representada na cerimônia de posse pelo presidente, Promotor de Justiça Francisco Gomes Câmara. Em discurso
proferido por ocasião da posse,Gomes Câmara destacou o “estilo verdadeiramente republicano” demonstrado pelos membros do MP 6 Fevereiro/2008 No quarto mandato à frente da PGJ cearense, Socorro promete um Ministério Público voltado às questões sociais
cearense, ao exercerem o direito ao voto para exercer sua legítima preferência.
Ele destacou ainda o fato do governador cearense, Cid Gomes, ter escolhido o mais votado dentre os candidatos, “numa demonstração de respeito à vontade majoritária de nossa Instituição.” Socorro França cumpre mandato de dois anos – até 2 de janeiro
de 2009. Ela foi Procuradora-Geral de Justiça em três outros períodos:
1994-1996, 2000-2002 e 2002-2004. Também economista e administradora por formação, Socorro aprofundou estudos na área do Direito, com especialização e mestrado em Direito Público, entre outros cursos.
A Procuradora de Justiça Vera Lúcia Correia Lima é a nova Vice-Procuradora-Geral de Justiça.
A Procuradora de Justiça Maria do Perpétuo Socorro França Pinto foi empossada no cargo de Procuradora-Geral de Justiça no último dia 4 de janeiro, no Centro de
Convenções de Fortaleza. Em 33 anos de dedicação ao Ministério Público – dos 64 de vida –, Socorro França chega à histórica marca de quatro gestões à frente da Procuradoria
Geral de Justiça do Ceará. Ela ocupa novamente o cargo, falando em aprofundar o papel de defesa social do Ministério Público.
Debate
Socorro França
Alguns compromissos de gestão |
Marylene Barbosa
volta a ser Corregedora-Geral |
• Conceber e implementar o
Conselho de Gestão Administrativa
do Ministério Público do Estado
do Ceará;
• Buscar a construção do edifício-
sede das Promotorias da Capital
em área próxima ao Fórum Clóvis
Bevilácqua;
• Implantação do sistema de
auditoria interna, controladoria e
centro de custos do Ministério Público
Estadual;
• Efetivação do sistema de duodécimos
para o Ministério Público
do Estado do Ceará
• Busca da revisão da metodologia
de aplicação da Lei de Responsabilidade
Fiscal junto a órgãos
como o Tribunal de Contas
do Estado;
• Instalar o núcleo de estatística
do Ministério Público do Estado
do Ceará;
• Implementação de Fóruns Sociais
do Ministério Público;
• Reaparelhamento Tecnológico
do Grupo Especial de Combate às
Organizações Criminosas;
• Criação de célula de perícia
técnica para subsidiar a atuação
dos membros do Ministério Público;
• Manutenção de convênios com
emissoras de televisão para divulgação
mediática da atuação do Ministério
Público Estadual |
A Procuradora de Justiça Marylene
Barbosa Nobre ocupa o cargo
de Corregedora-Geral do Ministério
Público até 2009. Ela foi
eleita pelo Colégio de Procuradores
de Justiça do Ceará em 17 de
dezembro, e foi empossada três
dias depois.
“Minha idéia de recondução visou
desenvolver o atendimento
ao público, principalmente no Interior,
fazendo crescer o trabalho
extra-judicial, envolvendo o meio
ambiente, a saúde, a escolaridade”,
assinalou a Procuradora. Na
área administrativa, a Corregedora
pretende criar um banco de
dados, de forma a facilitar os trabalhos
do órgão.
No Conselho Superior do Ministério
Público tomaram posse – também
em 20 de dezembro – para um
mandato de um ano, sete procuradores
de Justiça eleitos pela classe:
Maria Neves Feitosa Campos,
Benon Linhares Neto, Paulo Francisco
Banhos Ponte, Marcos Tibério
Castelo Aires, José Valdo Silva,
Zélia Maria de Moraes Rocha e
Sheila Cavalcante Pitombeira. Além
deles, o Conselho é composto de
dois membros natos, o Procurador-
Geral de Justiça e o Corregedor-
Geral do Ministério Público. |
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Em iniciativa inédita, a maioria
dos candidatos a Procurador-Geral
de Justiça compareceu à sede
da Associação Cearense do Ministério
Público para discutir suas propostas
de gestão e interagir com
a platéia de eleitores. O debate
teve mediação da jornalista Fátima
Leite.
O debate pré-eleitoral colocou
em pauta temas fundamentais à
atuação do Ministério Público: os
limites de gastos e investimentos
da instituição, o apoio às atividades
dos Promotores de Justiça no
Interior do Estado, a atuação do
MP na tutela coletiva, a situação
da segurança pública cearense e
a inserção do MP nesse quadro, a
estrutura administrativa da instituição,
entre outros assuntos.
Ceará aponta boas iniciativas
no sistema de Justiça
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Há quatro anos, o Prêmio Innovare mapeia e reconhece boas práticas de gestão no sistema de Justiça brasileiro. Em 2007, novidades vindas do Ceará foram aceitas entre as iniciativas consideradas úteis à pacificação social e à segurança pública. Dois projetos no âmbito familiar, inscritos pela Promotora de Justiça Iertes Meyre Gondim Pinheiro, foram aprovados na categoria Ministério Público e
concorreram à premiação máxima do evento.
Possibilitar o imediato registro dos bebês nascidos na maternidade de Baturité é o principal objetivo do projeto Registre Seu Filho, um dos inscritos pela Promotora de Justiça ao Prêmio. Em prática desde
2005, a iniciativa possibilitou a implantação de uma base logística para que as mães de recém-nascidos saiam da maternidade com o chamado assento (certidão) de nascimento em mãos.
O MP local, na figura da promotora,encabeçou a iniciativa, tendo adesões da Prefeitura, do Cartório de Registro e da Maternidade do município. A solidificação da base familiar também motivou Iertes Gondim a iniciar outro projeto
em Baturité. Tenho Pai é o nome da prática, cujo principal objetivo é proporcionar a crianças e adolescentes o reconhecimento voluntário da paternidade, por meio de audiências extrajudiciais.
Ao promover a mediação de conflitos - no caso, o não-reconhecimento de paternidade - o Ministério Público contribui para a celeridade da Justiça e a observância dos direitos consignados no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O projeto existe desde 2005 no município de Baturité.
Esse projeto foi inspirado em atividade desenvolvida pelos promotores de Justiça Hugo José Lucena de Mendonça e Denise Boudoux Mendonça.
Eventos
movimentam
associados
Confira nas imagens alguns momentos do XVII Congresso Nacional do Ministério Público,que ocorreu em Salvador (BA), do VI Torneio Nacional de Futebol Society do Ministério Público,
em São Luís (MA), e da confraternização natalina para os membros do Ministério Público, ocorrida mês passado em Fortaleza.
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