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Ministério Público vai à comunidade

Com o sugestivo título de “Ministério Público vai à Comunidade” o projeto desenvolvido em Juazeiro do Norte ultrapassa as questões legalistas e aproxima o Parquet da sociedade, legitimando o MP no seu real papel de guardião da cidadania. O programa iniciado no dia 30 de março de 2003 pretende, no prazo de um ano, visitar todas as comunidades da comarca prestando assistência gratuita em locais

Ministério Público vai à comunidade e congrega
voluntários em torno da ação social

diferentes a cada domingo, de 08 às 14 horas. Há toda uma gama de ações desenvolvidas a cada visita em que são emitidos documentos, é feito o corte de cabelo e existe orientação quanto a questões jurídicas como aposentadoria e pensões. No início, o grupo de voluntários era composto por apenas três advogados e alguns estagiários do Curso de Direito da Universidade Regional do Cariri (URCA). Ainda assim, o programa estreou atendendo a 142 pessoas da comunidade rural de Palmeirinha e dos sítios Riachão, Novo e Taquari. Em julho o programa chegou à zona urbana e hoje já conta com o apoio do Conselho Tutelar, da Guarda Municipal, do Poder Judiciário e da iniciativa privada, totalizando dez empresas parceiras que fornecem o ônibus para as visitas, cestas básicas, guias para exames em clínicas privadas etc. O impulso do trabalho solidário cresce a olhos vistos e pode ser mensurado em números: atualmente a equipe de voluntários gira em torno de 45 pessoas (entre estudantes, cabeleireiros, advogados, enfermeiros, servidores públicos e moradores da região) e até o mês de agosto mais de cinco mil pessoas foram beneficiadas diretamente. Segundo o Promotor de Justiça da comarca, Dr. José Carlos Félix da Silva, o trabalho conta também com o apoio de líderes comunitários e de várias rádios locais que ajudam na veiculação de spots educativos. Esta é uma das formas mais eficientes de aproximar as instituições públicas do povo e estimular outras ações de mesmo teor construtivo. Afinal, quando se vive em sociedade, o problema do outro é, na dimensão coletiva, também nosso. Todos agradecem!