Estatuto
Associados
Diretoria
Departamentos
Plano de Gestão
Convênios
MP & Sociedade
Vez e Voz
Notícias
Cartilha
Notas ao Público
Links
Fale Conosco
Área Cível
Área Penal
Outras Áreas
Área Cível
Área Penal
Outras Áreas
Constituições
Códigos
Leis do MP
Legislação Federal
Legislação Estadual
Tribunais Superiores
Tribunais Estaduais
 
 
 

Tráfico Internacional de Mulheres e Crianças – Brasil
Damásio de Jesus

A obra em comento é proveniente de um relatório apresentado pelo autor no
colóquio preparatório do XVII CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO PENAL sobre o drama vivenciado por um número crescente de mulheres e crianças que, para fins de exploração sexual, vêm sendo comercializadas e exportadas da nossa pátria para o estrangeiro.
O renomado criminalista nos apresenta, contudo, bem mais que um simples relato, fornecendo um sério estudo sobre a realidade do tráfico internacional de mulheres e crianças, confrontando a situação fática com a possibilidade de atuação do Direito Penal para a repressão de prática tão desumana que já chega a ser considerada como a forma moderna de escravidão.
A abalizada investigação nos revela dados preocupantes na medida em que aponta o Brasil como um dos principais países da América Latina a contribuir para o tráfico internacional de seres humanos e esclarece que tal atividade é a terceira mais lucrativa dentre as infrações que compõem o crime organizado transnacional, perdendo apenas para o comércio ilegal de armas e de drogas.
De acordo com o autor, a pobreza e a desigualdade nos países do chamado terceiro mundo são o que fomenta o tráfico de seres humanos, havendo mesmo a necessidade de construção de um novo modelo social, além de uma visão do problema despida de preconceitos para combatê-lo com eficácia.
A obra merece ser lida não apenas pela excelente desenvoltura e pela técnica acadêmica que já são peculiares às publicações de Damásio de Jesus, mas também pela excepcional e arrojada abordagem de tema tão atual e propício, principalmente aos operadores do Direito Penal.

 

Tutela Inibitória– individual e coletiva
Luiz Guilherme Marinoni

Aobra do prof. Marinoni traz ao debate a idéia de atuar a Justiça preventivamente,
buscando como antecedente histórico o direito luso-brasileiro, disposto nas Ordenações Filipinas, Alfonsinas e nas Manuelinas, bem como no Tratado das Ações Sumárias (Imprensa Régia, Lisboa, 1825).
Sua preocupação fundamental está voltada para o processo, como instrumento de efetividade do direito material, de modo preventivo. Para tanto propõe o estudo dogmático do instituto da tutela inibitória, tratando dos meios processuais capazes de viabilizar a sua aplicabilidade, como alternativa à tutela ressarcitória. “ Quando se pensa em tutela inibitória”, explica o autor, “imagina-se uma tutela que tem por fim impedir a prática, a repetição ou a continuação do ilícito, e não um tutela dirigida à reparação do dano”. A proposta é, portanto, evitar e prevenir e não somente remediar. A construção doutrinária da tutela inibitória tem amparo no Código de Processo Civil, na conjugação do disposto nos arts. 287 (“da prática de algum ato, tolerar alguma atividade, prestar fato”) e 461 ( “conceder a tutela específica da obrigação”, “ assegurar resultado prático equivalente ao do adimplemento”, “conceder a tutela liminarmente”, “impor multa diária”), bem como no Código de Defesa do Consumidor (art. 84).
Finalizando, recomendo a leitura atenta desta obra, de cunho inovador, marco nos estudos jurídicos, a todos que se interessam pela concretização do direito através do processo.

 

Mediare - Um guia prático para mediadores
Lília Maia de Moraes Sales

Amodernidade tem nos mostrado os limites da atividade do Estado em diversas
áreas, dentre elas a jurisdição. Leis e novas normas constitucionais almejam um processo mais célere na realização do Acesso à Justiça. Vê-se, porém, que há danos em lides judiciais para ambas as partes, seja o tempo como pena, seja a incerteza do provimento final. Exsurge na consciência jurídica o respeito pela vontade das partes e a convicção de que, mais do que o Juiz, elas sabem o melhor para o seu direito, surgindo meios extrajudiciais de resolução de conflitos, dentre eles a mediação.
A presente obra é um guia valioso nessa estrada. Surpreende o talento da autora em retraduzir um trabalho de doutorado profundo e denso como “Justiça e Mediação de Conflitos” numa obra com tamanha fluidez e objetividade escrita diretamente para aquele que se disponha a mediar conflitos. Parágrafos e capítulos curtos, utilização de esquemas, além da análise de casos, fazem um texto agradável em que se diz o imprescindível: o que é mediação, distinguindo-a de outros institutos, o que é o mediador e como se faz, enumerando casos práticos, erros e acertos.
A obra ensina que o Pão Diário da Justiça, como lembrava Brecht, não exsurge dos foros ou bibliotecas, mas da poeira das ruas, de pequenas e silenciosas experiências diárias, do diálogo e da escuta atenta de cada parte, a exemplo do Núcleo de Mediação Comunitária do bairro João XXIII, em Fortaleza, sendo papel do bom jurista colhê-lo diariamente.

 

Patrimônio Cultural, Proteção Legal e Constitucional
Danilo Fontenele Sampaio Cunha

Apresentada pelo Dr. Wladimir Passos de Freitas, Presidente do TRF da 4a. Região, a
obra fisicamente pequena, porém gigantesca por seu conteúdo e profundidade, intitulada Patrimônio Cultural, Proteção Legal e Constitucional, de autoria do Juiz Federal, Professor Universitário e Mestre em Direito, Danilo Fontenele Sampaio Cunha, premia a sociedade cidadã abordando preliminarmente o veio da conscientização ao analisar de forma reflexiva o conceito de cultura que faz coro com o próprio conceito da dignidade da pessoa humana na medida em que o respeito ao homem decorre do respeito devotado ao seu patrimônio cultural, por compreender os elementos que fundam a identidade de um grupo, o que o diferencia dos demais pela revelação dos traços da personalidade e caráter resultado da história de um povo. Em seguida o autor, com a maestria que lhe é própria, apresenta os instrumentos legais protetivos do patrimônio cultural integrantes do ordenamento jurídico pátrio, passíveis de manejo para a proteção legal e constitucional do Patrimônio Cultural, legado coletivamente herdado com o intrínseco compromisso do dever protetivo para ser perpetuado às gerações futuras.
O tema enfocado como consta da apresentação da obra é efetivamente da maior atualidade, e sua leitura convida os cidadãos, potenciais agentes culturais, de forma a que sejam eles a decidir o destino da vida cultural nos respectivos territórios, tudo visando à recuperação do patrimônio cultural da cidade, restaurando a verdade irrefutável do passado. É através desta identidade passado-presente que as pessoas se reconhecem coletivamente como iguais, que se identificam e também se diferenciam dos demais elementos do grupo, razão pela qual o livro por sua excelência é de indispensável aquisição para integrar o acervo cultural de todo cidadão responsável por escrever a sua participação na história da humanidade, uma construção certamente participativa e social.

Iertes Meyre Gondim Pinheiro
Promotora de Justiça Titular da Primeira Promotoria de
Justiça da Comarca de Baturité, e Membro do Departamento
Cultural da Associação Cearense do Ministério Público