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Conbrascom 2005: intercâmbio
entre assessores de comunicação
gera idéias e reconhecimento
Em 2005, no Rio Grande do Nor
te, foi realizado o I Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação da Justiça (CONBRASCOM), que reuniu assessores de comunicação de instituições e órgãos do sistema de Justiça de todo o país. No evento, a Revista “Ministério Público & Sociedade”, da Associação Cearense do Ministério Público, foi a segunda colocada no Prêmio “Comunicação & Justiça” realizado pelo Congresso. Foram 20 categorias em que participaram produtos das assessorias do STF, STJ, MPEs, TJs, TREs, TRTs, MPU, MPT e outros. A “Ministério Público & Sociedade” foi a única publicação elaborada por uma entidade de classe finalista em qualquer das categorias. As duas outras revistas melhores colocadas foram: a do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, com o primeiro lugar, e a do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, com a terceira colocação.
Para falar sobre o Conbrascom e sobre a premiação, entrevistamos Celso Gomes, presidente do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça e Assessor de Comunicação do TRT de Rondônia e Acre.
MP & Sociedade: Você poderia falar um pouco sobre como surgiu a idéia dos encontros nacionais das assessorias de comunicação?
Celso Gomes: Na verdade, temos o Fórum Nacional de Comunicação e Justiça, que foi criado em 1999 e, a partir de lá, foram realizados cinco encontros nacionais. O primeiro aconteceu no Maranhão, onde foi criado o Fórum do qual participam assessores de comunicação do Poder Judiciário e do Ministério Público. Hoje, temos na faixa de 400 profissionais filiados, o que envolve cerca de 140 instituições de todo o país. Apesar de muitos setores terem rotatividade de assessores, temos conseguido acompanhar essa dinâmica com a inclusão dos novos profissionais que vão chegando. Ou seja, ao longo desses cinco encontros, podemos ver claramente a evolução do Fórum. E, em 2004, quando concluímos o V Encontro Nacional, tiramos alguns encaminhamentos presentes na Carta de Recife, onde o evento se realizou. Então, passamos agora para o formato de congresso sob o nome de Congresso Nacional dos Assessores de Justiça. Isto porque nosso objetivo é a inclusão. Quando você fala em assessores da Justiça esta idéia é contemplada porque muitos outros órgãos têm sinalizado na intenção de participar do Fórum e do Congresso. Por exemplo, em 2005 o Ministério Público do Trabalho passou a integrar o Fórum. Também tivemos oito reuniões setoriais simultâneas em que profissionais das assessorias de todo o país podem trocar informações sobre os órgãos onde trabalham e suas funções. Nessas reuniões fazemos algumas discussões que ajudam a subsidiar a Carta de Natal. Nosso ponto-chave é a troca de experiência.
MP & Sociedade: E quanto ao Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça?
Celso Gomes: Nós últimos três anos do Fórum foi criado o Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça. Ou seja, estamos na 3ª Edição do Prêmio que destaca as 20 melhores iniciativas desenvolvidas dentro das assessorias. Em 2005, começamos uma nova metodologia e, uma semana antes do Congresso, nós divulgamos os três finalistas em cada modalidade. Nesta edição tivemos mais 120 trabalhos inscritos. O volume e a qualidade dos trabalhos refletem a evolução das assessorias e do próprio Fórum. Na verdade, o prêmio serve de incentivo e reconhecimento até para mostrar aos órgãos e instituições a importância do setor de comunicação. E como antes da cerimônia de entrega há uma apresentação de cases, o prêmio também serve para a divulgação e intercâmbio de experiência entre as assessorias. Então, é importante para dar visibilidade ao que está sendo desenvolvido na área de rádio, internet, impresso etc. E, desta troca, os assessores acabam levando para seus estados alguma idéia que vai gerar novos trabalhos. Além de reconhecer as boas idéias, queremos também mostrá-las e difundí-las.
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