|
O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira
Cristina Patriota de Moura
De que se faz um diplomata? Esse personagem essencial à manutenção das relações exteriores brasileiras ainda é percebido como alguém envolto em rituais sofisticados e dono de uma inteligência acima da média. Mas, como qualquer outro profissional, um diplomata forma-se internalizando ditames institucionais e condicionantes culturais. Desmistificar o bastidor desse processo é o maior mérito de Cristina Moura em seu livro, baseado em dissertação de mestrado da autora. Instituição tradicional da vida republicana brasileira há cerca de 60 anos, o Instituto Rio Branco – casa da formação dessa classe profissional – torna-se personagem de uma trama repleta de interesses, regras de etiqueta e, sobretudo, alto grau de exigência imposto àqueles que nele ingresssam. Para além do glamour da profissão, a autora – professora da Universidade de Brasília – revela o quão exaustiva é a inserção no habitat da representação diplomática. O livro inscreve-se numa tradição antropológica dos estudos de carreira, que investigam, alem da divisão do trabalho, o processo de socialização dela decorrente. O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira
• Rafael Rodrigues
Jornalista
SERVIÇO: FGV Editora 136 páginas
Dispositivos do Código de Processo Penal à Luz da jurisprudência do Tribunal de Justiça do Ceará
Marcus Renan Palácio de M. C. Dos Santos
O livro do Promotor de Justiça Marcus Renan Palácio de Morais Claro é uma obra indispensável aos operadores do direito, principalmente para aqueles atuantes na seara criminal. Centralizado nas decisões do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, o livro revela as decisões do referido tribunal à luz dos dispositivos do Código de Processo Penal. Há uma seleção criteriosa de jurisprudências dos artigos do Código de Processo Penal que foram alvos de decisões do Colegiado cearense, além de excelentes comentários do autor sobre os artigos analisados.
• Pedro Casimiro Campos de Oliveira
Promotor de Justiça, Titular da 6ª Promotoria Criminal
SERVIÇO:Primius Editora 416 páginas
Recurso Especial Criminal – Doutrina, Jurisprudência e Prática
Bruno Jorge Costa Barreto
A obra de Bruno Jorge Costa Barreto, colega do Ministério Público cearense, é o resultado de suas reflexões e experiência na assessoria jurídica da Procuradoria Geral de Justiça e gira em torno do recurso especial em matéria criminal. O livro segue bem além de comentários teóricos sobre legitimidade, prazos e procedimento, pois avança em terreno árido e recheado de aspectos polêmicos, como a exigência de prequestionamento, o reexame de provas e a demonstração de divergência jurisprudencial. O autor, notadamente, não se esquiva de comentar as posições adotadas no STJ sobre essas matérias, o que é enriquecido com dicas muito práticas e lembretes indispensáveis para o bom manuseio desse instrumento recursal.
• Marcus Amorim
Promotor de Justiça de Solonópole, Milha e Deputado Irapuan Pinheiro
SERVIÇO: Premius Editora 128 páginas
Ilícito - o ataque da pirataria, da lavagem de dinheiro e do tráfico à economia global
Moisés Naím
Ex-ministro da Indústria e do Comércio da Venezuela e editor da revista Foreign Police, o autor faz jus a seu largo conhecimento sobre o comércio internacional ao trazer ao leitor uma obra de grande interesse e cujo objetivo principal é alertar as autoridades e chamar a atenção da sociedade para os avanços do comércio ilegal protagonizado por organizações criminosas infiltradas em nossa vida cotidiana. O jornalista explica como as ferramentas da era da globalização tornaram propícia a superação do comércio legal pelo ilegal. Também demonstra como os valores democráticos não conseguiram eliminar os traficantes e conscientizar os consumidores, fazendo, ainda, uma prévia das conseqüências futuras de toda essa inversão de valores. Separadamente, o autor detém-se sobre cada um dos ilícitos mais
lucrativos, a exemplo do tráfico de drogas, da pirataria e da lavagem de dinheiro, para demonstrar que o mercado ilícito global está mudando o mundo, sendo capaz de destruir países e desestabilizar governos.
Para o autor, o combate eficaz às redes criminosas deve acontecer por meio da cooperação internacional, sendo necessário que, para tanto, possamos contar com a mobilização das vontades políticas das nações, vontade essa que terá de ser cobrada pela sociedade civil.
• Luciana de Aquino Vasconcelos Frota
Promotora de Justiça da Comarca de Juazeiro do Norte
SERVIÇO: Jorge ZAHAR Editor 340 páginas
|